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Guia completo dos tipos de motos

Guia completo dos tipos de motos

As motocicletas representam uma verdadeira era no desenvolvimento da humanidade. Desde a invenção da roda, existe o desejo de rodar sobre ela. Primeiro vieram as bicicletas, movidas apenas pela força física do ciclista. No fim do século XIX, aprendemos a andar sobre duas rodas com a ajuda de motores. Hoje temos de tudo: motores a vapor, a gasolina, a diesel e elétricos, com uma variedade inimaginável de formas e funções de motocicletas. Mas, se você decidiu entrar nessa cultura e comprar uma moto, precisa entendê-las. Vamos explorar como elas se diferenciam.

23 fev 2024

Guia completo dos tipos de motos

Motos street

Uma moto street é projetada para condução ágil e relativamente rápida na cidade ou na rodovia. Uma de suas características é a potência moderada, com cilindradas a partir de 125 cc. Esse tipo de moto é acessível tanto para atletas profissionais quanto para entusiastas experientes de velocidade. Vamos ver as variações.

Motos standard (clássicas)

Uma moto standard é o que normalmente se entende por “clássica”. Se você não conhece a Kawasaki W800, então não sabe nada de motos. Na mesma categoria estão a BMW F650CS, Sharmax Street Bike 125, RST 150 Ultra e 175 Ultra. São motos com potência modesta, porém suficiente para cidade e estrada. Fãs desse tipo também apreciam modelos como a Bajaj Platina 110 ABS e várias outras motos clássicas, pequenas e práticas. Geralmente não têm carenagem, contam com parabrisa mínimo ou inexistente e posição de pilotagem mais ereta.

Sportbikes (homologadas para rua)

São motos de alta velocidade, normalmente com cores chamativas e posição esportiva em que o piloto quase se deita sobre o tanque, com as pedaleiras recuadas. Diferente da postura mais relaxada de uma street, adaptar-se à posição de uma sportbike exige tempo e paciência para achar o conforto ideal. Trazem carenagens aerodinâmicas, parabrisa e aquela sensação de ser um piloto de motovelocidade. Exemplo: Sharmax GP 601 Ultra, um representante marcante da classe. Importante: são legais para uso em vias públicas.

Streetfighter (naked esportiva)

Imagine uma sportbike potente despida de todos os elementos “supérfluos”. Essa é a streetfighter — um verdadeiro “muscle bike” no mundo das motos. Em outras palavras, é uma esportiva de alto desempenho sem carenagens e sem parabrisa. A Sharmax RST 800 LA ou RST 750 ULTRA são típicas dessa categoria. A grande vantagem é o baixo peso, que permite arrancadas rápidas e alta velocidade final. Uma naked é potência pura, agressividade e aceleração! É o ronco do motor, a força do metal e a sensação libertadora do vento no rosto!

Bobber

Os bobbers representam o minimalismo no design de motos. Na prática, é uma standard com vários componentes externos removidos. Um bobber tem guidão baixo para melhor controle, tanque reduzido, sem suspensão traseira e banco solo com molas. No passado eram ainda mais “pelados”, sem bateria, farol, paralamas, partes do escapamento, parabrisa, amortecedores, velocímetro, tacômetro e outras peças “extras” que adicionavam peso. Hoje, os bobbers são tecnológicos e confiáveis, mantendo a filosofia do “nada em excesso” e respeitando as regras de segurança.

Cruiser

Os cruisers são motos mais pesadas, com posição baixa, muito cromado e várias carenagens. Embora cada tipo tenha suas particularidades, os cruisers se unem por um propósito: pilotagem confortável e tranquila em boas estradas. Iniciantes podem preferir versões mais leves, mas pilotos experientes já criaram uma cultura própria em torno deles. Tipos:

Cruiser clássico

Geralmente pesado, porém fácil de conduzir, com cilindrada menor, suspensão macia, guidão baixo e leve inclinação da bengala dianteira. Visual clássico, muitas vezes com alforjes de couro e sissy bar. Exemplo: Sharmax RR 250, que combina formas clássicas, materiais modernos e design marcante. Modelos lendários incluem Yamaha Virago, Suzuki Intruder e a maioria dos Harley-Davidson.

Power cruiser

Também chamados de “muscle cruisers”, têm mais potência e desempenho. Em resumo, são cruisers com motores de alta potência. Atingem velocidades maiores que os clássicos graças a ajustes de giros e torque. Costumam trazer freios e suspensão aprimorados, maior altura livre do solo e acabamento de qualidade. Não há visual padronizado. Exemplos: Yamaha VMAX, Star Roadliner/Stratoliner, Sharmax RR 301 Ultra e o Sahrmax 1000 RST LIMITED, uma variação custom desse tipo.

Chopper

O que diferencia um cruiser clássico de um chopper? As características únicas e inconfundíveis: garfo dianteiro longo com forte inclinação, tanque pequeno e guidão alto. Um chopper é um exemplo vivo de custom, em que tudo o que é considerado desnecessário é “cortado”. Parecem mais alongados, em geral sem suspensão traseira, e exigem adaptação à sua condução específica. Um chopper pode nascer de qualquer marca ou de um mix de peças.

Café racer

Os café racers (retro esportivas de rua) ficaram populares nos anos 1950–60 no Reino Unido. Eram motos modificadas pelos proprietários para um objetivo: velocidade em percursos curtos. O nome vem do uso típico: ir de um café a outro pelas estradas inglesas. Traços marcantes: tanque longo e estreito e guidão bem baixo para deitar no tanque e reduzir o arrasto. São leves, de visual minimalista e motor bem ajustado.

Sportbikes (pista e off-road)

As sportbikes são projetadas inicialmente para corridas profissionais. Eliminam tudo o que não for essencial e são feitas para o autódromo. A maioria não é homologada para rua, embora existam versões street-legal. O foco é velocidade e agilidade; manobrabilidade e performance são cruciais.

Motos somente para pista

Classe de motos extremamente rápidas, com materiais levíssimos e resistentes. Carenagem integral plástica para aerodinâmica, posição deitada no tanque, pneus slick, amortecedor de direção obrigatório e sem banco completo. Feitas exclusivamente para asfalto de circuito.

Superbike

Superbike é tanto o nome da categoria quanto do esporte. São os modelos mais modificados. Rápidas e potentes, normalmente com 1.000 cc e até 200 hp. Em essência, uma sportbike ainda mais poderosa e tecnológica, com materiais de ponta para equilibrar rigidez e leveza. Os pilotos usam macacões especiais para proteção em quedas, comuns em competição.

Supermoto

Disciplina e tipo de moto voltados a circuitos mistos (terra + asfalto). Configuração: rodas menores, pneus slick ou semi-slick, freios maiores e suspensão mais baixa e rígida (precisa aguentar saltos). Exemplos prontos de fábrica: KTM 690 SMC R e Husqvarna FS 450.

Dragster

Projetadas para atingir ~320 km/h em segundos e vencer nos 402 m (1/4 de milha). Usam chassis feitos sob medida, motores acima de 1.000 hp e rabeta que evita empinar na largada. Para máxima velocidade, costumam dispensar amortecedores. Não são apenas motos — são foguetes sobre duas rodas!

Dirt bikes (off-road, motocross e cross-country)

Quando a estrada acaba, entram as dirt bikes. Feitas para off-road, têm chassi leve, motores fortes, grande curso de suspensão e pneus cravudos. Em comparação às motos de rua, são mais simples, quase sem carenagem e com grande altura livre do solo. Motores 2T ou 4T, entre 125 cc e 1400 cc. Via de regra, não são homologadas para rua.

Motocross

Feitas para corridas de motocross. São versões mais leves das off-road, focadas em desempenho de prova. Exigem manutenção mais frequente, pois sofrem muito em corrida — o que reduz a durabilidade, mas aumenta velocidade e agilidade. Exemplos: KTM 250 SX-F e Honda CRF450.

Enduro

As enduro são as maratonistas do off-road, usadas em longas distâncias. Mais duráveis, diferem das motocross por itens como farol e pouca carenagem, e tanques maiores para autonomia. Com algumas modificações, podem ser aprovadas para rua. Exemplos: Sharmax Expert Pro RXP (250, 320, 450).

Pit bike

Uma pit bike é uma mini-moto, ótima para iniciantes ou adolescentes. Baixa potência, perfeita para aprender em terrenos irregulares. É um micro clone de uma dirt bike: menor, menos motor, menos suspensão e rodas pequenas. A maioria é 4T e raramente passa de 250 cc. Exemplos: Sharmax Power Max (125, 145).

Trial

Motos feitas exclusivamente para trial — modalidade de navegação lenta por obstáculos naturais/constituídos. Não é sobre velocidade, e sim equilíbrio. São extremamente leves e estreitas, muitas vezes sem banco.

Dual-sport (on/off-road)

Também chamadas de crossover ou all-road, as dual-sport servem tanto para asfalto quanto para terra. Combinam durabilidade e agilidade com posição confortável. Ideais para longas horas de sela, aguentam estradas ruins e buracos.

Motard

Uma motard tem assento alto, rodas raiadas com pneus lisos de rua, suspensão muito longa e guidão largo, garantindo grande maneabilidade na cidade. Exemplos: Sharmax Power Max 250, 320 ou Enduro 200, 300.

Adventure

Também chamadas de enduro touring, são motos confortáveis, com posição ereta, banco confortável, eletrônica suficiente, bagageiros e outros itens para viagens longas, mantendo competência no off-road leve. Exemplos: BMW R80G/S, Kawasaki KLR650, Sharmax Enduro 250 e Shramax GL (350, 300, 400, 570).

Scrambler

Considerado o precursor das motos dual-purpose. Surgiu nos anos 1920 no Reino Unido. Tem tanques, faróis e bancos menores para reduzir peso, suspensão alta e escapamentos elevados, o que permite rodar na cidade e em off-road mais desafiador.

Touring (on-road)

As touring são motos grandes e pesadas para viagens de vários dias em estradas abertas. Normalmente têm carenagens e defletores contra o vento, motores mais fortes e tanques grandes para longas distâncias entre abastecimentos.

Tourer padrão (clássico)

Entrega o pacote completo de uma moto de viagem: posição ereta e confortável para piloto e garupa, proteção total contra vento, bancos largos e macios (às vezes com encosto), muitos compartimentos, som, suspensão suave e carenagem integral. Exemplos: Kawasaki VN Vulcan 1500, Honda Gold Wing.

Sport touring

Lembram motos de corrida de alta velocidade, mas continuam confortáveis e ágeis. Assento baixo para conforto, motor potente para alta velocidade com proteção aerodinâmica, tanque maior e tecnologia avançada para segurança e comodidade. Exemplos: Yamaha FJR1300, Sharmax SGL 320 e 800.

Bagger

Termo para motos com grandes carenagens e alforjes/baús rígidos para muita bagagem. Por isso são pesadas e grandes. Feitas para conforto com condução simples e proteção aerodinâmica um pouco menor que nas full-dress. Posição ereta e relaxada, boas para longas rotas. Muitos modelos da Harley-Davidson são baggers típicas.

Baixa cilindrada (Low CC)

Apostamos que sua primeira moto foi desta categoria. Leves e acessíveis, muitas vezes não exigem habilitação específica (depende da legislação) e são fáceis de manter. Não são indicadas para alta velocidade em rodovia.

Underbone

Provavelmente o tipo mais comum no mundo, especialmente na Ásia. Lembram scooters pelo baixo consumo, tamanho reduzido e facilidade de uso. O motor fica entre as pernas do piloto, com quadro step-over. Diferem das standards por não terem longarina central que costuma abrigar o tanque.

Scooters

Todo mundo já viu um scooter. Populares no mundo inteiro por serem rápidos, simples e baratos. Pense na Vespa para entender o conceito.

Scooter padrão

Trazem plataforma plana para os pés e posição tipo “cadeira”. São leves, automáticos (gire-e-ande) e fáceis de manter. Há milhares de modelos famosos: Lambretta, Aprilia, Honda, Suzuki, e marcas novas como Sharmax Scooter FORCE 150 ou NVX 150 EFI.

Maxi-scooter

Como o nome diz, é um scooter maior. Mesmo conceito de assento e motor, mas com cilindrada que pode chegar a 750 cc ou mais. Oferece mais conforto, confiança em vias rápidas e serve tanto para viagens quanto para uso urbano. Exemplos: Honda Forza 750, Sharmax FX 150 e 250 Ultra.

Moped

Estritamente, um moped é uma bicicleta com motor de baixa potência (mo + ped). Em geral tem até 50 cc, no máximo ~3 hp e 30 km/h de velocidade topo. Normalmente automático, parece menor que um scooter, embora possa ter rodas maiores. Os modernos podem não ter pedais e trazer motores um pouco mais fortes, mas o formato é inconfundível.

Outros tipos de moto

O mundo das motos é tão variado que algumas não se encaixam perfeitamente nas categorias acima. Vejamos outras que se destacam.

Minibike

Apesar do visual de brinquedo, tem boas capacidades e leva um adulto. Diferente do scooter, não tem plataforma para passar a perna — é preciso montar como numa moto. Tipicamente 50 cc, não muito rápida, embora existam versões mais fortes. Ex.: Sharmax Mini 125 Ultra chega a 80 km/h.

Moto elétrica

O que muda é o tipo de propulsão: são movidas por baterias recarregáveis e motores elétricos. Vantagens: baixo custo por km e zero emissões locais; menos manutenção e adeus aos postos toda hora. Em contrapartida, dependem de infraestrutura de recarga e podem levar até ~2 horas para carga completa. Exemplos: KTM E-Duke, Kawasaki Z EV.

Trike (triciclo)

Como o nome diz: três rodas. Normalmente duas atrás e uma na frente, mas há modelos ao contrário. Em tamanho e potência, alguns lembram carros mais do que motos. Exemplos clássicos: Harley-Davidson CVO e BRP Spyder F3.

Moto “fechada” (enclosed)

Com teto/cobertura, muito comuns em cidades chuvosas. Originalmente o teto serve para proteger da chuva (ou do sol em climas quentes). Muitas vezes associadas a delivery.

Roadsters

Os roadsters pertencem à categoria all-road: vão bem no asfalto e em off-road leve. Na essência, um naked com mistura de esportiva e touring. Design minimalista, motor exposto e sem carenagem, o que os torna leves e manobráveis. Assento baixo, posição ereta, guidão baixo e sem parabrisa. Menos indicados para viagens longas que os cruisers; ótimos para lazer e uso urbano. Exemplos: KTM SuperDuke, BMW S1000R, Honda CB1000R.

Custom

Categoria ampla, fora do padrão de fábrica. Inclui desde motos feitas do zero, com peças únicas, até modelos de série modificados e edições limitadas. Há customizações estéticas e outras funcionais (motor, eletrônica, iluminação etc.). Na prática, muito do que hoje chamamos de “tipos” nasceu da customização: café racer, bobber, chopper, scrambler, supermoto — todos derivam de mods sobre bases conhecidas.

Tipos de motos por estilo

Além da classificação por uso, dá para dividir por estilo/visual. Três grupos principais:

Neoclassic

Mistura tecnologia moderna com design clássico. Linhas elegantes, superfícies limpas e minimalismo inspirados nos anos 50–60. Embora o visual seja retrô, trazem ABS, gestão eletrônica de motor etc. Escape geralmente paralelo ao solo. Costumam ter carenagens limpas e assentos baixos, boa maneobrabilidade e condução confortável, ideais para a cidade. Ex.: Sharmax Street Bike 150.

Modern classic (standard naked)

Naked de design clássico sem carenagens. Minimalistas e funcionais, focadas em desempenho e dirigibilidade. Posição ereta, confortáveis para longas distâncias. Motores geralmente pequena/média cilindrada, com boa aerodinâmica, permitindo alta velocidade e agilidade. Populares no mundo todo entre quem prefere um look clássico sem exageros. Exemplos: Sharmax RST 250 e Scooter DELIVERY 80CC.

Retro classic

Recriam o visual e a sensação das motos das décadas de 70–80, com formas arredondadas, cromados e cores vibrantes. Por baixo, há mecânica moderna, sistemas de segurança e eletrônica atual. Exemplos típicos: BMW R18, Triumph Thruxton RS. Café racers são representantes frequentes desse estilo.

23 fev 2024

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